Artigos e Dicas
  • Cadastro Positivo
    • Para melhor assimilar o “cadastro positivo” faz-se necessário definir o que é crédito.

      Vale frisar, que crédito não é um direito do consumidor, mas uma concessão, um privilégio, outorgado pelo fornecedor, a um consumidor que demonstre confiança e boa reputação financeira.

      Em última análise, é um direito do fornecedor, em conceder ou não crédito ao consumidor, para pagamento futuro.

      E para o fornecedor tomar essa decisão, de vender um produto, com promessa de pagamento futuro, ele precisa cercar- se de informações sobre o comportamento financeiro do pretendente ao crédito, onde são valorizados os dados positivos, ou seja, os pagamentos honrados pelo consumidor.

      Os parâmetros atuais de que se vale o fornecedor, são bem diferentes, ou seja, a análise de crédito é feita com base nas informações negativas existentes em bancos de dados como SPC e outros.

      Não existindo registro negativo sobre determinado consumidor no SPC, por exemplo, a presunção é de que ele é um bom pagador. Mas isto não basta para a concessão de crédito. É um elemento importantíssimo na análise de crédito, mas não é o bastante. Há a necessidade da elaboração de um bom cadastro, e então sim o fornecedor encontrará outros elementos que, se bem analisados, reduzirá por certo o risco do insucesso.

      Já o cadastro positivo, com larga prática nos países do primeiro mundo, é bem diferente.No cadastro positivo, o comportamento financeiro do consumidor é analisado, valorando-se os pagamentos efetuados dentro do prazo estabelecido na operação de crédito.

      Dessa análise, sairá uma classificação para o consumidor (A,B,C,D,E) ou uma graduação, denominado de Score (0 à 100), indicando “a probabilidade do consumidor tornar-se inadimplente em um prazo determinado”.

      É uma avaliação de risco de crédito, denominado Rating.

      Entendo que este sistema é mais justo, pois isonômico, uma vez que trata os “desiguais de maneira desigual, na exata medida de sua desigualdade”.

      É claro que outros fatores irão influenciar na analise de crédito, tais como os bens do consumidor, comprometimento da capacidade de endividamento, entre outros, dados estes fornecidos na “abertura da ficha cadastral” que ficarão disponíveis para consulta nos diversos bancos de dados. No entanto, tais informações poderão ser inseridas no cadastro positivo, desde que solicitado ou autorizado pelo consumidor.

      O cadastro positivo tem um efeito positivo, ou seja, reduzirá, por certo, não só a taxa de juros, mas também dos “spreads” bancários, na conseqüência natural da diminuição do risco e do aumento de concorrência, com maior oferta de crédito ao consumidor, que no Brasil representa apenas 33% do PIB.

      O bom pagador poderá contratar empréstimos a juros menores ou aumentar o número de parcelas, deixando de bancar o risco do mau pagador.

      O ponto negativo apontado por alguns, de que o consumidor que não tiver seus dados inseridos no cadastro positivo, não terá acesso a crédito, não se sustenta, até porque os registros negativos continuarão existindo.

      Para a criação do cadastro positivo, há dois projetos de Lei em andamento no Congresso Nacional, um denominado “Projeto Bernardo Ariston” e outro “Projeto Rodolpho Tourinho”.

      O primeiro, sofreu inúmeras emendas, e não atende as expectativas do comércio e dos bancos, pois tornou-se um texto de difícil execução operacional, além de onerar excessivamente a operação dos cadastros.

      Para albergar as camadas da população de menor renda, “cadastro positivo” deve oferecer consultas a preços acessíveis a todos, e o “Projeto Bernardo Ariston “ contraria este princípio.

      No meu entender, o “Projeto Rodolpho Tourinho, se aproxima mais das necessidades do mercado.É um projeto abrangente, e acrescenta ao Código de Defesa do Consumidor, o seguinte:

      “No fornecimento de produtos ou serviços que envolvam outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor informará aos sistemas de proteção ao crédito, para formação de cadastro positivo, somente o adimplemento da obrigação contraída, sempre que houver a prévia concordância e autorização do consumidor para tal registro.

      É um projeto prático, enxuto e muito simples.As eventuais dúvidas poderão ser dissipadas na sua regulamentação.

      Para os que são contra o “cadastro positivo”, vale aplicar a Teoria da Ponderação, e avaliar qual interesse deverá prevalecer sobre o outro: O direito de escolha, o direito á intimidade, à vida privada, à dignidade da pessoa humana ou o direito à informação, ao desenvolvimento econômico e financeiro, à livre iniciativa.

      Aprovado o “cadastro positivo” serão facilitados pequenos e grandes negócios a crédito. É uma verdadeira proposta ganha-ganha, e uma necessidade premente do mercado.

      OTACÍLIO PERON - advogado CDL Cuiabá e FCDL/MT
  • Coerência: o pilar essencial do verdadeiro líder
    • Que o líder competente inspira pessoas comuns para atingir objetivos incomuns, não é nenhuma novidade. O que nem todos sabem é que antes de pretender liderar os outros, você precisa aprender a liderar a si mesmo.

       A literatura - assim como a maioria dos programas de desenvolvimento de líderes - ainda enfatiza o uso de técnicas sobre como melhor comandar subordinados e como transformar nossas equipes em um time de alta performance. Só que ensinam, no máximo, a sermos gerentes mais eficientes da vida dos outros, não necessariamente a sermos líderes mais eficazes da nossa própria vida.

       Sabemos que, ao liderar, desafiamos as pessoas a mudarem seus hábitos cotidianos, posturas, atitudes, comportamentos, modos de pensar. Enfim, a modificar a forma de encarar suas vidas. Mas, precisamos entender que a mudança começa dentro de cada um de nós. O líder, quando deseja mudar algo, deve começar a mudança em si. Deve inspirar pelo exemplo, não apenas pelo discurso.

       Não se trata de uma questão técnica. Trata-se de um conjunto de atitudes, posturas, de algo intangível, mas bastante diferenciador na competência do líder. Para liderar a si próprio, cada um precisa ter uma clara percepção das suas competências e emoções, pontos fortes e fracos, necessidades, desejos e impulsos. Quem possui um elevado nível de autoconhecimento sabe o efeito que seus sentimentos têm sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre seu desempenho. Por exemplo, um líder que reconhece sua dificuldade em lidar com prazos muito curtos, planeja seu tempo cuidadosamente e delega tarefas com antecedência.

       Quem se conhece bem sabe aonde quer chegar e por quê. Assim, é capaz de recusar uma oferta de trabalho financeiramente tentadora, se isso for contra seus princípios ou não se alinhar com seus objetivos de longo prazo. Por outro lado, quem não se conhece adequadamente acaba tomando decisões que geram insatisfação interior por ferirem valores profundos. E, certamente, isso afetará de forma negativa a maneira como irá liderar os outros.

       Quem se conhece, admite seus fracassos com franqueza e até relata essas situações com naturalidade. Essa é uma forte característica dos que sabem liderar a si próprios, pois não necessitam fingir todo o tempo, nem tentam ser o que não são. Outra característica é a autoconfiança; aposta em seus pontos fortes, mas sabe pedir ajuda, se necessário. Outro ponto importante para quem pretende liderar sua vida tão bem quanto pretende liderar os outros: aprender a exercer a liderança de forma coerente nas várias dimensões da vida - no escritório, em casa, na escola, na comunidade. A liderança não ocorre apenas quando estamos no trabalho. Muitos exercem o papel de líder apenas quando estão no seu ambiente formal e se comportam de modo completamente diferente - às vezes até antagônico - em outras circunstâncias da vida. Defendem certas posições e valores quando estão com o crachá das suas organizações, mas têm outras atitudes quando estão em casa ou em situações do cotidiano.

       Recentemente, um alto executivo de uma grande empresa me relatou que sua filha que o acompanhava em uma viagem percebeu quando ele tentava "furar" uma longa fila para o check-in no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na frente de todos, a jovem exclamou: "Papai, você é um líder apenas quando está engravatado no escritório. Lá todos falam que você defende valores de integridade, transparência etc. Deveria ter o mesmo comportamento também em casa e aqui no aeroporto!"

       De forma emocionada, sumarizou seu aprendizado: "Preciso ser um líder 24 horas por dia e não apenas um líder meio turno." Perceber, mesmo a duras penas, a mudança que precisa promover em si mesmo é o primeiro e belo passo para aumentar sua capacidade de liderar outras pessoas.

       César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante. Texto baseado no seu novo livro Cartas a um Jovem Líder.

  • COMÉRCIO: onde estão os profissionais qualificados?
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      Com o aumento do número de empregos em Cuiabá, que ficou em 36° lugar no ranking nacional de geração de emprego em 2010 (foram 10.626 vagas com carteira assinada), e com as expectativas para a realização da Copa 2014, a qualificação profissional é questão que não pode ser excluída. No entanto, aCâmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL),profissionais da área de Recursos Humanose empresários afirmam que a capital ainda está aquém do que seria ideal para atender à demanda normal e precisa “acelerar” para acompanhar as exigências da Copa 2014.

       

      O vice-presidente da CDL Cuiabá, Ruyter Barbosa, coloca que a CDL sempre teve esta preocupação com a qualificação do profissional do Comércio e empresas em geral. Da telefonista ao vendedor, do gerente ao próprio empresário, é importante tanto a qualificação técnica quanto a motivação. “O bom andamento de uma empresa depende em grande parte de seu quadro funcional, o que quer dizer que quanto mais este estiver bem preparado e motivado em desempenhar-se pela empresa, melhores resultados esta terá chances de alcançar”.

       

      Segundo a psicóloga da empresa especializada em recursos humanos RH Brasil, Cristina Ohara, em Cuiabá há uma grande carência de profissionais qualificados no Comércio. Ela explica que o setor não é exigente no que se refere à formação e que o fator principal nessa área é a afinidade e interesse do funcionário com o trabalho que vai realizar. “Para trabalhar com vendas, por exemplo, a pessoa tem que gostar mais de lidar com o público, de atender pessoas. O curso profissionalizante pode ajudar aqueles que estão no primeiro emprego e não sabem ainda qual a postura se deve ter em uma empresa, mas a iniciativa de aplicar ou não as orientações dos cursos é de cada um”, afirma, lembrando que no final do último ano foi difícil encontrar profissionais com o perfil adequado para as contratações.

       

      Para o comércio, uma das funções essenciais é a de vendas. A assistente de RH da Rota Oeste Veículos, Daniela Martinez Andrade, traça o perfil ideal para um bom vendedor, que a empresa procura “moldar” com treinamentos internos. “O profissional em vendas precisa conhecer o mercado em que trabalha, conhecer os produtos que vende, possuir boa argumentação, negociação, ser dinâmico, conhecer muito bem as técnicas em vendas, além de boa postura, ser desinibido e ter boa fluência verbal. O vendedor funciona como uma ligação da organização com o seu cliente. É com eles o contato inicial, a apresentação da empresa. O cliente bem atendido e satisfeito certamente voltará a comprar, irá indicar e a empresa e todos saem ganhando”.

       

      O gerente das Lojas Iracema, Antônio Cuco, avalia que não é tão difícil encontrar pessoas com o perfil para vendas, mas admite que a relação entre pessoas é muito delicada. “Muita gente deixa o currículo aqui, tem interesse em trabalhar e grande parte já tem até experiência. Mas garantir que o atendimento é sempre cem por cento a gente não pode, porque as pessoas são diferentes, podem estar com algum problema pessoal, não sei. As vezes acontece alguma coisa nesse sentido até com funcionários mais experientes, mas a gente procura cobrar sempre o melhor atendimento, porque o cliente é muito importante para a loja, não é?” ele acredita que o perfil do trabalhador tem mudado, como a gerente da Carllota da região central, Viviane Lívia dos Santos, também afirma. “Quando eu comecei a trabalhar, eu dava o meu máximo na empresa. Mas hoje, se você pedir para um vendedor da loja passar um pano ma mesa ele não vai querer, porque ele não foi contratado para isso, entende?”, disse Viviane. 

       

      A consultora e palestrante na área de Recursos Humanos, Fátima Lopes, acredita que não só profissionais, mas também empresários ainda não despertaram para a necessidade da qualificação ou mesmo orientação para o desenvolvimento do trabalho. “Não há como exigir resultados sem proporcionar as condições necessárias. Poucas empresas na região têm consciência disso. O funcionário tem que ter uma visão ampla, mente aberta, porque nós temos muitas singularidades hoje, com o dedo podemos acessar o mundo!”, disse. “A verdade é que algumas empresas oferecem condições medíocres, contratam profissionais medíocres e têm, por conseqüência, resultados medíocres”.

       

      Para Fátima, as áreas de atendimento e relacionamento são as mais críticas com relação à qualificação. Ela afirma que é preciso uma “preparação severa com novo foco para formar executivos de vendas” e não vendedores (que chamou de vende dores). Nesse sentido, Fátima falou que as entidades de classe empresariais, bem como o poder público, têm papel importantíssimo, para incentivar e promover a qualificação adequada.

       

      Sobre a Copa 2014, a consultora diz que ainda é um ponto de interrogação. “Nós temos três anos para fazer milagre. Temos que acelerar esse processo de qualificação para não transformar uma tremenda oportunidade em uma ameaça”. Ruyter lembra a pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, realizada em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, agências de turismo, agências de viagens, bares e restaurantes, hotéis, locadoras de veículos, transporte turístico, turismo e locadora. “Nesta ficou demonstrado que a maioria destes estabelecimentos investe em capacitação de seus funcionários (78,38%). Mas, ao mesmo tempo, fica o ponto de interrogação sobre a qualidade deste aprendizado, pois conhecimentos estratégicos como saber uma segunda língua respondem por um percentual muito pequeno: 2% (Espanhol) e 10% (Inglês). E mesmo quando o assunto é atendimento ao público, apenas 30% se preocupou que seus atendentes tivessem este treinamento”, pontua o vice-presidente da CDL. (Luana Soutos/Honéia Vaz)

  • Consumo consciente da classe D *Por Stella Kochen Susskind
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      Ao participar de um evento promovido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP) em homenagem ao Prêmio Nobel John Nash, em agosto deste ano, Robert Aumann igualmente Nobel de Economia , afirmou que podemos nos convencer de qualquer coisa com palavras, mas a matemática promove a disciplina do pensamento. Lembrei da frase, extraída de uma entrevista concedida pelo professor decano a um jornal brasileiro, ao me deparar com números que comprovam a mudança real na estrutura de consumo do brasileiro. A mensuração da ascensão da classe D está inserida no nosso cotidiano e nos impele à disciplina do pensar citada pelo catedrático, sobretudo às vésperas do Dia das Crianças terceira melhor data para o varejo, antecedida pelo Natal e Dia das Mães.

      Dados recentes atestam que em 2010 a classe D assumiu o segundo lugar em poder de consumo e pela primeira vez tem destinado 28% do total de sua renda ao consumo de produtos e serviços, percentual superior ao da classe B, de 24%. Já em 2009 a classe D cresceu 4,1% e passou a realizar sonhos de consumo que incluem eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de produtos alimentícios e de higiene pessoal tidos como mais "sofisticados". Há estimativas de que a venda de computadores para a classe D cresça 30% neste ano. Os números mostram matematicamente que o Dia das Crianças deste ano será marcado não apenas pela inclusão no consumo, como por características peculiares à forma de consumir da classe D.

      Nos shopping centers, a expectativa de crescimento nas vendas para o Dia das Crianças é de 16,5% em relação a 2009 e o tíquete médio de gastos deve ficar entre R$ 80 e R$ 120 reais. As pesquisas indicam que cada vez mais ligadas à tecnologia, muitas crianças pediram aos pais e devem ser atendidas itens como celulares, games, MP3 e demais aparatos eletroeletrônicos. Marcas que povoam o imaginário infantil, Estrela e Lego projetam um aumento nas vendas de 15% e 20%, respectivamente.

      Parte significativa desse otimismo do varejo com o Dia das Crianças, a classe D ávida e feliz por poder presentear os filhos tem características muito peculiares e que revelam um determinado grau de sofisticação na compra; uma crível aproximação com os ideais do consumo consciente. No caso específico do Dia das Crianças, enquanto os pais da classe A têm intenção de presentear os filhos com novidades tecnológicas, isentos da preocupação com a durabilidade dos produtos, os da classe D estão planejando essa compra há alguns meses. Além de avaliar a vida útil do presente e a real necessidade do item, já pesquisaram os preços mais acessíveis e as condições de pagamento. Fatores como a real necessidade e a durabilidade do produto também têm importância maior no processo de compra da classe D e revelam a maturidade de uma classe que sabe o real valor do dinheiro e que não se esquece dessa importante lição nem mesmo quando a emoção costuma imperar. Afinal, brinquedos, peças de roupa ou mesmo sapatos sempre podem ser bem aproveitados também pelos irmãos menores, quando resistem bem ao tempo de uso. De acordo com pesquisa da República Opinião dos Brasileiros, 12% dos membros da classe D têm mais de cinco filhos.

       As inúmeras iniciativas de educação financeira, conduzidas pelos quatro cantos do país, mostram que a gestão do orçamento familiar tem sido aprimorada e que a classe D está aprendendo a fazer bom uso das opções de crédito e a dosar melhor o índice de endividamento. Embora haja a euforia da inclusão no consumo, existe a preocupação em dosar os gastos.

       Um outro fator que diferencia o consumo da classe D é a relação com os produtos. É óbvio que as crianças também se interessam por artigos eletrônicos, mas o fator social ultrapassa o virtual na escala de prioridades. Explicando melhor, os meninos da classe D têm o futebol com a turma; as meninas têm as brincadeiras de casinha no bairro. O videogame é apenas uma parte do dia. Essa vivência do coletivo e das relações de amizade traz influências claras para o consumo. Na prática, a classe D tem muito o que ensinar para as demais, sobretudo a avaliação de custo-benefício conceito que torna os consumidores da classe D muito mais próximos do consumo consciente.

       Stella Kochen Susskind é pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do "cliente secreto"

  • Cuidado Novo golpe na praça
    • Novo golpe na praça: do Protesto de Título

      A Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (AnoregSP) informa à população e aos meios de comunicação a realização de uma nova modalidade de golpe, em que o criminoso se apresenta como oficial de um Cartórios de Notas e Protestos.

      Por telefone ou até mesmo pessoalmente, o estelionatário procura a vítima e se diz “oficial” do Cartório de Notas e Protesto, propondo o pagamento de um título (cheque ou nota promissória, por exemplo) de forma parcelada ou com desconto, por meio de depósito em uma conta corrente do “tabelião”, como forma de evitar o pagamento dos emolumentos devidos. Assim, o golpista diz que a vítima evitaria que seu CPF fosse cadastrado junto aos órgãos de proteção de crédito (SCPC, por exemplo) e ainda ganharia um “desconto”.

      A AnoregSP esclarece que a atividade dos oficiais de cartórios extra-judiciais (como o de Notas e Protesto) consiste apenas na entrega da notificação da existência de débito. Todo e qualquer pagamento somente pode ser realizado DIRETAMENTE no cartório, mediante recolhimento de emolumentos, e não em contas bancárias pessoais.

      A identificação do oficial do cartório pode ser confirmada diretamente no cartório para o qual ele se diz representar. A lista com telefones e endereços de todos os cartórios pode ser encontrada no site da AnoregSP (www.anoregsp.org.br).

      Mais informações: AnoregSP. www.anoregsp.org.br
      Tel.: (11) 3105-8767 / 3104-4187.

      Fonte: COSTA RICA NEWS – CRN
      30 de setembro de 2007
  • Dispendado ar na comunicação prévia ao consumidor sobre negativação do seu nome no SPC
    • Muito se tem discutido sobre a forma de notificação ao consumidor, antes de registrar o seu nome no SPC. Alguns defendiam que, para atender a exigência imposta pelo § 2° art. 43 do Código de Defesa do Consumidor, havia a necessidade da comunicação prévia ser via Aviso de Recebimento (AR), e tantos outros achavam que era dispensada tal formalidade, bastando para tanto, comprovar o envio da correspondência ao consumidor.
      No Estado de Mato Grosso, já existe Legislação Estadual, disciplinando tal assunto. É a lei 8765 de 07/12/2007, que dispensa o Aviso de Recebimento (AR), para a comunicação prévia ao consumidor, bastando comprovar a postagem da correspondência neste sentido.
      Agora, o Superior Tribunal de Justiça sumulou o assunto, ao aprovar a Sumula de numero 404, com a seguinte redação: “é dispensável o Aviso de Recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.”
      Vê-se que este assunto agora restou pacificado, bastando o SPC enviar tal comunicação prévia, via correspondência, ao endereço fornecido pelo consumidor ao credor. Acabou não só o AR, como aquela velha história do consumidor alegar que não recebeu ou que não assinou o aviso de recebimento.
      Agora não tem mais jeito. Se não pagar, o nome estará “sujo na praça”. Resta aqui um alerta ao consumidor. Toda vez que mudar de endereço, deve comunicar o novo endereço ao credor, para não ter dissabores mais tarde.
      Doravante, basta os bancos de dados enviarem correspondência para o endereço fornecido pelo credor. Se o consumidor estiver devendo na praça, e mudou de endereço, mas não avisou, com certeza terá uma surpresa desagradável no momento em que pretender fazer novas compras a prazo ou com cheque.
      Não vale mais aquela história de fugir da cobrança se fazendo de desavisado, e ainda ir à justiça pedir dano moral. Essa indústria do dano moral acabou. Pelo menos é o que se espera, que nossa Justiça Estadual aplique o que dispõe a Sumula suso mencionada.
      OTACILIO PERON
      ADVOGADO DA CDL E FCDL
  • email INDEVIDO
    • Fraude
      Temos tomado conhecimento de vários casos em que consumidores em geral e empresas associadas às entidades integradas à RENIC estão recebendo mensagens que noticiam a existência de pendências financeiras e temos adotado alguns procedimentos para buscar a origem de tais mensagens, a fim de denunciar seus autores.

      Muitas destas mensagens utilizam a marca do SPC - Serviço de Proteção ao Crédito ou do SCPC - Serviço Central de Proteção ao Crédido e congêneres, ligadas a nomes de diversas empresas.

      A RENIC esclarece a todos que o uso destas marcas é INDEVIDO e que as entidades de proteção ao crédito (CDLs, Associações Comerciais e Sindicatos do Comércio Varejista) NÃO ENVIAM QUALQUER NOTIFICAÇÃO POR E-MAIL.

      As mensagens divulgadas nesses e.mails têm o objetivo de causar prejuízos aos usuários, instalando vírus em suas máquinas e leitores de teclado em seus componentes, a fim de obter senhas e outras informações sigilosas, entre elas dados de contas correntes, cartões de crédito e outros.

      Se você ou sua empresa receberem mensagens como estas, NÃO ACESSE NENHUM LINK INDICADO, deletendo imediatamente a mensagem de sua máquina.

      Em caso de dúvidas, procure o serviço de proteção ao crédito de sua cidade, munido de documentos (CPF e RG). As entidades estão aptas a verificar a existência de débitos em nosso sistema.

      Veja a seguir alguns exemplos de mensagens fraudulentas que estão circulando e confira aqui algumas dicas para evitar fraudes on line.


      Atenciosamente,
      Central RENIC
      Rede Nacional de Informações Comerciais
  • Empresas devem investir na motivação de seus funcionários
    • O mercado de trabalho é um dos setores mais atingidos pelos altos e baixos da economia. Para se ter uma ideia, se o Brasil crescer menos de 2% em 2010 pode haver excesso de mão de obra no País; se crescer 4% pode haver escassez de trabalhadores; e se crescer mais de 5% não haverá profissionais suficientes para atender à demanda. A constatação é de Pedro Mandelli, sócio-diretor da Mandelli Consultores Associados e professor da Fundação Dom Cabral. O especialista considera que para as empresas não se tornarem reféns da economia é preciso pensar em mecanismos que transformem o fator humano imune ao sobe-e-desce dos mercados.

      “Com a alta da economia muitas companhias querem dobrar de tamanho em pouco tempo. Eu visitei uma grande rede de fast-food que tem 750 unidades e quer abrir mais 750 nos próximos dois anos. Uma rede de varejo também quer contratar 35 mil pessoas. Eu me pergunto: onde essas empresas vão encontrar tanta mão de obra?” Para Mandelli, se o mercado não oferece um número suficiente de profissionais, as empresas devem trabalhar para formá-los. O que se deve evitar é chegar ao limite de não ter quem contratar. A orientação é que se tenha sempre um grupo preparado para ser chamado caso a empresa precise.

      Uma das soluções propostas por Mandelli é que as corporações invistam em “fábricas” de profissionais capazes de formar mão de obra especializada e de acordo com o perfil da empresa. Os próprios departamentos de recursos humanos poderiam ser os responsáveis por recrutar, selecionar e treinar os profissionais para trabalhar na organização antes mesmo da abertura de uma vaga. O especialista considera que, em alguns casos, é interessante para a corporação ter até uma escola técnica capaz de capacitar e certificar os candidatos treinados. Uma postura que, segundo Mandelli, faz com que a corporação realmente utilize o fator humano como um diferencial competitivo e como uma prioridade. “A questão de atrair pessoas para a empresa está ficando cada vez mais complexa e as organizações deveriam pensar que elas precisam de profissionais independentemente da sazonalidade da economia.”

      Para Mandelli, as empresas que estiverem interessadas em estabelecer práticas de gestão de excelência devem criar um ambiente baseado na confiança, no reconhecimento, no humor e nas celebrações. Além disso, precisam se preocupar com a remuneração que vão oferecer aos seus colaboradores. “Nós não conseguiremos ter gente competitiva que ganhe pouco e, por isso, teremos que ser criativos para desenvolver novos sistemas de remuneração.” E quando Mandelli fala em aumentar a remuneração, não é só o valor do salário, mas criar mecanismos de compartilhamento de riquezas. Ele explica que o sistema precisa remunerar também o empenho e o desempenho de cada profissional e critica o atual padrão de bonificação. “Há muitas empresas que não sabem valorizar um funcionário, e quando percebem alguém com grande potencial, ao invés de aproveitá-lo melhor, acabam dando mais trabalho para ele. Isso parece um sistema de punição.”

      Com a economia em alta, a dificuldade não é só de conseguir pessoal, mas de manter uma equipe. Mandelli explica que quando muitas empresas estão em crescimento é comum um profissional qualificado receber muitas propostas de trabalho. “A nova geração de trabalhadores que está no mercado quer aprender a qualquer custo, e quando eles aprendem o que a empresa tem para lhes oferecer, querem mudar de emprego. A lógica costuma ser: se o conhecimento que eu tenho vale o dobro lá fora por que permanecer na empresa?” Diante da dificuldade de segurar um empregado na empresa, o especialista recomenda que a organização aproveite ao máximo enquanto ele faz parte de sua equipe.

      Uma das formas de se conseguir isso é investir na capacitação dos trabalhadores. A proposta de Mandelli é que ao invés de investir em cursos fora da empresa, que podem não trazer ganhos diretos para a organização, ele considera ser mais produtivo realizar cursos na própria empresa para treinar e certificar os funcionários. O especialista cita o exemplo de uma companhia no Paraná que montou uma metodologia própria para fazer cursos de formação de gestores. Durante um ano e meio um grupo de 400 gerentes passou pelo treinamento; desses, 72% continuaram na função depois do curso e 28% foram transferidos para outros setores porque não tinham perfil para liderar equipes. “As empresas precisam ter gestores que conheçam a execução e a operação do negócio. Quem assume uma posição de gerência perde alguns direitos como, por exemplo, não ter energia. As pessoas dependem da força dele. Quem passa a gerir gente, passa a agir como presidente.”

      Segundo Mandelli, os gerentes precisam também estar preparados para identificar os diferentes tipos de capital humano que a empresa possui e aprender a lidar com eles. Ele explica que há casos em que o funcionário é altamente motivado, mas tecnicamente despreparado, e aí é preciso ampliar as ferramentas de capacitação. Já quando o profissional tem baixa motivação e desempenho em crescimento, o gestor precisa estar próximo para apoiá-lo; e quando há pessoas altamente motivadas e capacitadas é preciso desafiá-las.

      Redes colaborativas

      É essa pluralidade de perfis profissionais que Christopher Meyer, especialista em tendências e negócios e autor do livro Está vivo: a iminente convergência de informação, biologia e negócios, considera ser um dos diferenciais capazes de permitir que as empresas possam inovar com mais facilidade. Meyer acredita que as empresas precisam aprender a promover a troca de valores entre os colaboradores e a melhor forma para realizar isso é estabelecer redes colaborativas de trabalho (worknets). “A recombinação das coisas cria uma nova ideia. Uma empresa composta por pessoas diferentes tende a dar mais certo, porque a troca de experiências constantes e diferentes facilita a evolução.”

      Ele considera que essa troca de ideias precisa acontecer de diversas formas e até mesmo uma conversa face a face ou por redes sociais entre os colaboradores pode proporcionar isso. Mas não basta só criar as redes. Meyer afirma que se deve estimular discussões de forma clara e objetiva e que é preciso antes de tudo planejar o tipo de trabalho a ser realizado, selecionar quem serão os profissionais que vão participar, qual a função de cada um e qual é a tecnologia apropriada para isso. Uma forma de começar é estimular o uso de wikis (página com conteúdo colaborativo que pode ser criada pela empresa) e a formação de grupos de discussão.

      Meyer cita o exemplo de uma companhia de semicondutores que foi pioneira em aplicar o sistema de redes colaborativas no dia a dia de trabalho. Todos os negócios da corporação foram colocados em rede, e cada vez que um funcionário terminasse um serviço era preciso avisar o sistema. Se alguém atrasasse 10 dias ou não colocasse a informação on-line, era feito um bloqueio do login do usuário. Dessa forma, obrigava os profissionais a colocarem o trabalho em dia porque, se não o fizessem, eles não trabalhavam. “O que se pode perceber é que as pessoas não estavam colocando seus relatórios porque elas não tinham acabado, e o worknet veio como uma forma de controlar a execução de trabalhos e de ampliar a informação.”

      Contato:

      Christopher Meyer: chris_meyer@monitor.com
      Pedro Mandelli: www.mandelli.com.br



      Fonte: Beatrice Gonçalves
  • Eu quero meu consumidor de volta
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      Como resultado do trabalho e empenho do Movimento Lojista, a partir de 1° de julho, teremos uma grande alteração no mercado de cartões de crédito.

      A unificação das máquinas leitoras de cartão vai gerar uma maior competitividade entre as empresas operadoras de cartão até antes inexistente, sendo o lojista, doravante o grande foco.

      As grandes empesas operadoras (Cielo, Redecard e a mais nova Santander/Getnet) de fato conhecerão a concorrência e por certo estão buscando as entidades e os lojistas oferecendo vantagens para a fidelização.

      A exemplo do que aconteceu outrora com a telefonia celular, restou comprovado que a fidelização " foi um mau negócio" aos fidelizados.

      Assim, nestes primeiros seis meses, orientamos aos companheiros lojistas que não se deixem seduzir, negociando com as operadoras de cartão o melhor contrato, SEM FIDELIZAÇÂO, ou seja, se resguardem ao direito de mudarem de operadora quando melhor lhes convier. Somente assim, poderemos, dentro do livre mercado, baixar os custos destas operações.

      Lembramos ainda que o que deverá ser negociado não é somente o aluguel dos equipamentos, mas também as taxas que hoje não são cobradas e os prazos de pagamento, assim como modalidades de antecipação. Todos estes itens devem sofrer reduções.

      Algumas entidades de classe irão avocar para si negociações coletivas buscando vantagens, muitas vezes não para você lojistas, mas para si próprias; o momento é de cautela. Foi o movimento lojista que levantando esta bandeira fez com que chegásse a esse ponto.

      Assim, antes de tomar qualquer decisão busquem informações junto a sua CDL ou no site da CNDL (www.cndl.org.br).

      Somente unidos conseguiremos a proteção dos nossos direitos, vencendo esta árdua batalha.

      A CNDL continuará seus esforços junto aos Poderes constituídos na busca de uma regulamentação do setor, ajustando as operações de cartão de crédito ao mercado brasileiro que não suporta mais as taxas, prazos praticados e demais condições impostas.

      É o movimento lojista ao lado do varejo e do consumidos brasileiro.

      FCDL - Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas
  • O Caminho para melhores resultados em vendas *Por Dalmir Sant’Anna
    •  

      Quantas vezes estamos diante de um profissional de vendas, que enaltece o serviço ou produto que vende, mas não é capaz de comprá-lo? Certa vez, entrei em uma loja de eletrodomésticos, para comprar uma máquina de lavar roupas. Fui abordado por um vendedor, que disse que "as máquinas para serem impecáveis, só faltam estender e passar as roupas!" Depois de ouvir o vendedor, questionei qual dos modelos apresentados ele tinha em casa? Para minha surpresa, ele respondeu que reside sozinho e não possui máquina de lavar. Você presenciou algo parecido? Observe nos dois fatores abaixo, como evitar dissabor ao apresentar uma proposta comercial ou oferecer um produto para um cliente.

       

      Uma estrada de desmotivação e incertezas - Para fortalecer o profissionalismo na área comercial, além da conduta ética, há a necessidade de um perfil comunicativo, inovador e criativo para desenvolver as atividades, por meio da cordialidade e do uso da empatia. Existem vendedores que abandonam a seriedade desta importante profissão, para fazer piadas e acreditam que estão arrasando! Há vendedores que deixam de mostrar novidades para seus clientes e justificam que determinada marca possui preço elevado para o perfil da cliente. Há profissionais de vendas, que realizam abordagem comercial, frequentemente da mesma forma. Caminham em uma estrada de desmotivação e incertezas. Não são capazes de oferecer outro produto e deixam de explorar que a empresa conta com expressivo mix de venda. Ao utilizar de exemplos práticos e vivenciais, o profissional fortalece o compromisso de inovar suas argumentações para os produtos e serviços, tornando os apontamentos mais atrativos, de acordo com o perfil do público alvo.

       

      Você contrataria um "especialista em jeitinho"? - O profissional que deseja argumentar com coerência sobre o produto ou o serviço com o cliente, deve conhecer o que está falando, por meio de treinamento prévio. Passa a ser inaceitável observar uma balconista, ociosa em uma loja, sabendo que neste momento, ela poderia estudar os produtos, as ofertas e realizar a análise comparativa dos diferenciais de uma marca. O "especialista em jeitinho" passa ser aquele que ao contrário de estudar, apresenta justificativa pela ausência de conhecimento. Quando é convidado para participar de um treinamento de vendas, o "especialista em jeitinho" responde de imediato que é pura perda de tempo e que é sabedor que tudo que será apresentado. Gosta de improvisar com assuntos improdutivos ou demonstra ausência de argumentações sobre um determinado produto ou serviço. Um treinamento pode contribuir para eliminar o comportamento do "especialista em jeitinho" e permitir transformar o dissabor de um cliente em satisfação, aliado com atitudes profissionais e coesas com as realidades do mercado.

       

      Houve um período da história comercial, onde o vendedor era uma pessoa que usava de pretextos, com o objetivo de "empurrar" algo para um cliente. Tempo passado, pois atualmente o papel do profissional de vendas é encarado como uma atividade essencial, para o crescimento de qualquer organização. Note que, quando ouvimos a sugestão de alguém, que usou determinado serviço e posteriormente aprovou, passamos a analisar com maior segurança a proposta. Você estaria confortável, em uma aeronave, onde o piloto não se preparou para pousar? Você realizaria a compra de um automóvel, com um vendedor, que não acredita no que está oferecendo? Qual caminho você está andando na trajetória do seu sucesso? Uma estrada de fracassos ou um caminho de conquistas com motivação?

       

       

      *Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tem “Comprometimento como fator de Diferenciação”.

  • O inimigo está lá fora!
    • # É preciso que todos numa empresa compreendam que se há algum adversário a ser combatido, ele está lá fora, é nosso concorrente. Dentro da empresa não há adversários e não deve haver. Dentro da empresa temos colegas de trabalho que devem ter o mesmo grande foco: comprometer-se com o sucesso de cada um de nossos clientes atuais e tudo fazer para conquistar novos clientes.

      Ao visitar empresas, vejo que as pessoas perderam essa consciência e fazem de seus colegas, seus adversários e às vezes até inimigos. O tempo gasto em fofocar, em fazer armadilhas, em dificultar o trabalho de colegas é muito maior do que o dirigido ao atendimento ao cliente, à melhoria da qualidade, à construção de um ambiente sadio de trabalho e de produtividade.

      Outro dia presenciei uma reunião em que um departamento preparava uma verdadeira estratégia de guerra – pasmem – contra outro departamento da própria empresa. Pareciam oficiais. Coletavam dados, montavam mapas e planos, tudo para “acabar com o nosso maior inimigo”.

      Não preciso dizer que essa empresa está com problemas sérios em relação a seus clientes, à qualidade, à logística e distribuição e muitos outros.

      Enquanto os clientes desaparecem, a maioria se ocupa em combater seus pares, em vez de ajudá-los, de procurar erros nos outros, em vez de corrigir os próprios erros. A verdade é que não há empresa que resista e sobreviva à desunião e é preciso matar no ninho qualquer início de briga interna, pois ela se alastrará, contaminando toda a empresa. Lembre-se: o inimigo está lá fora e não aqui dentro!

      Pense nisso. Sucesso!
      Luiz Marins
  • Redes sociais passam a integrar currículo de candidato
    • As redes sociais  passaram a ser determinantes na vida do profissional brasileiro. Orkut, Facebook, Twitter e Linkedin são alguns dos exemplos mais utilizados, tanto como ferramentas para contato ou para estratégia de carreira, pelos internautas no País.

      Este processo fez, por exemplo, com que a Curriculum, empresa de armazenamento e administração de currículos na web, realizasse mudanças no cadastramento dos dados profissionais de seus usuários.

      Agora, o candidato que inserir o currículo no site terá a chance de adicionar também, na área destinada aos dados pessoais, os endereços das redes sociais de que participa.

      Na avaliação do presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri, plataformas como as redes sociais, blogs e microblogs se tornaram um complemento no processo de seleção.

      “Mas vale ressaltar que é apenas um complemento da seleção. As redes sociais não substituem as ferramentas desenvolvidas especificamente para buscar candidatos”, afirma o executivo.

      Conhecimento
      Abrileri defende que a integração entre currículos e mídias sociais vai ajudar ainda mais os selecionadores a conhecerem melhor o candidato. “Esta é a forma correta de utilizar as redes sociais: como ferramenta de apoio no processo de contratação”.

      Em tese, as empresas que utilizam o site para buscar candidatos terão facilmente acesso aos endereços deles nas redes sociais, para conhecer melhor os profissionais e futuros colaboradores.

      Fica o aviso: o segredo para o bom uso das redes sociais pelos usuários, principalmente aqueles que buscam oportunidades na carreira, é adotar uma postura adequada e abusar do bom senso.

      Tecnologia
      A maioria dos executivos brasileiros, cerca de 60%, recorre às mídias sociais para identificar boas oportunidades profissionais, segundo revela pesquisa realizada pela Hays Brasil.

      Ainda segundo o levantamento, 87% dos executivos mantêm pelo menos uma conta ativa em alguma rede social no Brasil, sendo que um terço destes acessa o serviço diariamente; 29,5%, de uma a três vezes por semana; e 12,1% conectam-se entre três e seis vezes por semana.

       

      Fonte: Infomoney

  • REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ!
    • Toda vez que assume um novo Presidente da República, começam as especulações sobre a necessidade de uma reforma tributária urgente, mas, aos poucos, os debates em torno do assunto vão sendo esquecidos, e os vários projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional vão sendo desprezados.

       

      Discute-se a necessidade de simplificação do sistema de redução da carga tributária, considerada elevadíssima para o nível de desenvolvimento do País, em face dos péssimos serviços públicos prestados à população.

       

      Vejo comparações com o Sistema Tributário do Canadá e países da Europa, no entanto, não vejo comparações com os serviços públicos prestados por tais países, no tocante a educação, saúde, segurança e principalmente transporte, com os prestados pelo Brasil.

      O debate sempre conclui que a reforma tributária é essencial para o País, a fim de gerar mais desenvolvimento econômico e, em conseqüência, gerar mais empregos. Porém, esse debate é sempre travado longe da população, ou seja, somente discute-se os interesses da elite, distante do alcance do cidadão comum.

       

      Uma reforma de verdade, e não apenas remendos, pode significar uma verdadeira transformação social.

      Se observarmos o atual Sistema Tributário, a maior carga tributária incide sobre a cadeia produtiva (indústria, atacado, varejo) encarecendo os preços dos produtos adquiridos por quem realmente paga a conta, ou seja, o consumidor final.

       

      A população mais pobre, paga, proporcionalmente, muito mais tributo do que as classes sociais mais altas.

       

      É uma tributação injusta, mas a maioria da população não tem o menor conhecimento de como ela funciona, e por ser indolor, a classe mais humilde que não é atingida diretamente pelo seu impacto, pois não paga IPVA,IPTU, IR, etc, não percebe o seu malefício.

      O dia que perceberem o quanto pagam de tributos sobre tudo que consomem, por certo irão despertar, e começar reclamar dos péssimos serviços públicos disponíveis, como saúde, educação, transporte, segurança, etc; e não mais aguardarão pacificamente nas intermináveis filas dos hospitais.

       

      No Brasil, os tributos representam, em média, 40% dos preços dos produtos.

       

      Imaginemos o dia que o “Zé das Abóboras” perceber que ao beber sua pinguinha, ou a sua cervejinha, está pagando duas pingas ou duas cervejas, pois uma de cada está pagando a título de tributação.

       

      É chegada a hora do brasileiro adquirir consciência fiscal, e saber quanto está pagando ao Fisco em cada compra que realiza.

       

      É chegada a hora de levar a sério a reforma tributária, e acabar com a famigerada guerra fiscal entre os Estados.

       

      É chegada a hora de reduzir o imposto fiscal sobre o preço dos produtos, possibilitando à população de menor renda adquirir produtos, hoje inacessíveis, por serem muito caros, e assim terem um pouco de qualidade de vida, atualmente tão distante da maioria da população.

       

      A consciência fiscal, por certo levará o “Zé das Abóboras” não mais vender o seu voto por um “punhado de telhas” ou por uma “dentadura”.

       

      É triste ver que a reforma tributária só sairá, quando a população adquirir consciência fiscal, e perder a paciência com tanto descaso do poder público diante dos péssimos serviços que presta, apesar da altíssima carga tributária.

       

       Reforma tributária e consciência fiscal já.

                                                                                                                                                                                                                                 Otacílio Peron é advogado da CDL Cuiabá e FCDL/MT
  • REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ!
    • Toda vez que assume um novo Presidente da República, começam as especulações sobre a necessidade de uma reforma tributária urgente, mas, aos poucos, os debates em torno do assunto vão sendo esquecidos, e os vários projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional vão sendo desprezados.

       

      Discute-se a necessidade de simplificação do sistema de redução da carga tributária, considerada elevadíssima para o nível de desenvolvimento do País, em face dos péssimos serviços públicos prestados à população.

       

      Vejo comparações com o Sistema Tributário do Canadá e países da Europa, no entanto, não vejo comparações com os serviços públicos prestados por tais países, no tocante a educação, saúde, segurança e principalmente transporte, com os prestados pelo Brasil.

      O debate sempre conclui que a reforma tributária é essencial para o País, a fim de gerar mais desenvolvimento econômico e, em conseqüência, gerar mais empregos. Porém, esse debate é sempre travado longe da população, ou seja, somente discute-se os interesses da elite, distante do alcance do cidadão comum.

       

      Uma reforma de verdade, e não apenas remendos, pode significar uma verdadeira transformação social.

      Se observarmos o atual Sistema Tributário, a maior carga tributária incide sobre a cadeia produtiva (indústria, atacado, varejo) encarecendo os preços dos produtos adquiridos por quem realmente paga a conta, ou seja, o consumidor final.

       

      A população mais pobre, paga, proporcionalmente, muito mais tributo do que as classes sociais mais altas.

       

      É uma tributação injusta, mas a maioria da população não tem o menor conhecimento de como ela funciona, e por ser indolor, a classe mais humilde que não é atingida diretamente pelo seu impacto, pois não paga IPVA,IPTU, IR, etc, não percebe o seu malefício.

      O dia que perceberem o quanto pagam de tributos sobre tudo que consomem, por certo irão despertar, e começar reclamar dos péssimos serviços públicos disponíveis, como saúde, educação, transporte, segurança, etc; e não mais aguardarão pacificamente nas intermináveis filas dos hospitais.

       

      No Brasil, os tributos representam, em média, 40% dos preços dos produtos.

       

      Imaginemos o dia que o “Zé das Abóboras” perceber que ao beber sua pinguinha, ou a sua cervejinha, está pagando duas pingas ou duas cervejas, pois uma de cada está pagando a título de tributação.

       

      É chegada a hora do brasileiro adquirir consciência fiscal, e saber quanto está pagando ao Fisco em cada compra que realiza.

       

      É chegada a hora de levar a sério a reforma tributária, e acabar com a famigerada guerra fiscal entre os Estados.

       

      É chegada a hora de reduzir o imposto fiscal sobre o preço dos produtos, possibilitando à população de menor renda adquirir produtos, hoje inacessíveis, por serem muito caros, e assim terem um pouco de qualidade de vida, atualmente tão distante da maioria da população.

       

      A consciência fiscal, por certo levará o “Zé das Abóboras” não mais vender o seu voto por um “punhado de telhas” ou por uma “dentadura”.

       

      É triste ver que a reforma tributária só sairá, quando a população adquirir consciência fiscal, e perder a paciência com tanto descaso do poder público diante dos péssimos serviços que presta, apesar da altíssima carga tributária.

       

       Reforma tributária e consciência fiscal já.

                                                                                                                                                                                                                                 Otacílio Peron é advogado da CDL Cuiabá e FCDL/MT
  • Treinar atendimento á clientes é investimento e não despesa
    • Empresas são feitas de pessoas, e com elas nos relacionamos para o sucesso da economia como um todo. Partindo desta premissa, treinar pessoas para realizar um atendimento de qualidade, alinhado com o que se espera da empresa parece óbvio, mas não é o que ocorre no cotidiano. O consultor da Persona Consultoria - empresa de treinamento especializada em capital humano nas organizações - sustenta que ainda hoje, no Brasil, empresários considerem o investimento em treinamento em atender bem uma despesa e não um investimento direto em resultados mensuráveis. No artigo que desenvolve abaixo, o profissional - psicólogo e psicodramatista especializado em RH - aponta como a imagem das empresas perde por ter em sua linha de frente a fragilidade no atendimento e relacionamento.

      Treine seu pessoal de atendimento

      Muitas empresas continuam investindo valores elevados em marketing, imagem da organização, design e tantos outros fatores importantes para aumentar os lucros e garantir uma percepção positiva dos clientes frente seus produtos e serviços.

      O fato é que preço, variedade de produtos e serviços, embalagem, tecnologia, qualidade, logística, prazo e condições de pagamento são importantes, mas podem ser igualados pelos concorrentes.

      O que faz realmente a diferença no mercado cada vez mais competitivo são as pessoas. Pessoas atenciosas e preparadas técnica e comportamentalmente para lidar com o dia a dia dos negócios e suas exceções.

      Investir em formação e desenvolvimento das pessoas que lidam direta e indiretamente com o público é fundamental para o sucesso de qualquer organização.

      A recepcionista, a copeira e o porteiro são tão importantes para a imagem da empresa, quanto o vendedor ou o diretor. Quem nunca passou por situações constrangedoras na recepção de alguma empresa? Certa vez aguardava ser atendido e ouvia a "mocinha da recepção" comentar em tom elevado sua insatisfação sobre o valor do vale alimentação que a empresa fornecia. Um absurdo. Pensei: o que eu tenho a ver com isso? Que empresa é essa que trata seus funcionários desta forma?

      Em outra ocasião fui tratado de forma abrutalhada e desrespeitosa pelo manobrista de uma empresa de serviços odontológicos. Tudo ocorreu porque estacionei meu carro em uma vaga supostamente destinada ao veículo da empresa. A vaga em questão foi deliberadamente demarcada pela empresa para benefício próprio sem autorização da prefeitura ou qualquer órgão competente. Esta empresa investe maciçamente em divulgação na TV e em diversos stands cuidadosamente preparados para encantar seus clientes. Na hora em que você vai até a empresa: surpresa, mau atendimento e despreparo por parte dos funcionários e prestadores de serviços.

      Todos estão sujeitos a situações como estas e outras ainda piores, mas tudo pode ser minimizado ou até mesmo evitado com treinamento e qualificação daqueles que lidam com o público.

      Para que os resultados sejam evidentes é fundamental que este investimento seja contínuo. Não basta realizar um curso ou palestra e acreditar que todos estarão preparados. O ser humano é dinâmico, assim como o mercado e suas necessidades. Portanto, realizar eventos freqüentes com ações variadas é que garantirá o sucesso da relação entre a empresa e seus clientes.

      Lembre-se que a cadeia de relacionamento com o cliente vai além do vendedor e comprador. Envolve todos que lidam com o público. A imagem positiva de uma organização é construída por todos estes detalhes. É preciso conciliar os investimentos em marketing, capacitação técnica e aprimoramento comportamental para garantir sustentabilidade e resultados.

      Fonte: Home-page : www.rogeriomartins.com.br
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