
“O problema não é ser pequeno, mas estar sozinho”. Esta é uma das mensagens que vem permeando as atividades das câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) em todo o Brasil. “A união faz a força é um ditado que ilustra muito bem este conceito, mas que precisa ganhar novo fôlego”, diz o presidente da CDL Cuiabá, Paulo Gasparoto.
O presidente da CDL Fortaleza, Pio Rodrigues, cita que a capilaridade territorial das CDLs no País propicia meios de efetivação para esta “articulação e consolidação da classe lojista, que avança com firmes propósitos, sempre buscando prestar os melhores serviços e soluções para o comércio nacional”.
Em termos de representatividade, o presidente da Federação das CDLs do Ceará, Honório Pinheiro, aponta que “o Setor de Comércio é o que mais arrecada impostos e tem o maior percentual de empregos formais registrados no Brasil (a folha de pagamento podendo chegar a 117% do valor bruto que recebe o trabalhador), contribuindo decisivamente para o crescimento da economia e fortalecimento do mercado interno”.
Política – Roque Pellizzaro, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) fala em direcionamento de toda esta força para o Congresso. “Cada lojista em sua cidade, todos os dirigentes e diretores de CDLs e federações em sua localidade, conhecem o vereador, o deputado, o senador que foi eleito em sua região e pode influenciar para que estes representem as nossas questões comuns no Congresso”, enfatiza, concluindo que “é preciso passar agora a eleger comerciantes, a partir da força de 1.800 municípios em que estamos presentes”.
Pellizzaro cita que dois eixos centrais permeiam as grandes discussões hoje em relação ao guarda-chuva de segmentos que compõe o Setor de Comércio. “Legislação Tributária e regras para o relacionamento com o consumidor”. Ou seja, principalmente alta carga de impostos e mudanças no Código do Consumidor, e-commerce, entre outros neste âmbito.
Gasparoto acrescenta à lista a legislação trabalhista. “Burocrática e injusta, a Lei Trabalhista no Brasil promove atraso”, defende ele.
Intercâmbio - Outro destaque dado pelo presidente da CNDL é com relação ao uso de ferramentas de comunicação de massa, mais especificamente as redes sociais, a exemplo do facebook. “O Varejo precisa estar preparado para este novo momento”, pontuou, ressaltando que o diálogo e representação das ideias pertinentes a todos do Setor também passam pelo acesso e a necessária organização de formas de se comunicar.